RUDES DELICADEZAS


A trajetória sem ida

Quase foi interrompida

No início do trajeto.



E a fronteira crua

Que separa o sol

Da lua é cega rota.



O itinerário da gaivota

Sem asas permanece

No fios que o infinito

Amor tece nas horas

Vãs dissolvidas entre o

Ontem e o amanhã.



O roteiro desta viagem

Continua a ser escrito

Em tuas profudenzas,

Nas palavras que amo

E me apavoram, nas

Tuas rudes delicadezas

Que tanto me devoram

A alma sem voz.



Karla Bardanza



Comentários

Eduarda disse…
Karla,

sempre o prazer de mergulhar nas tuas palavras.

bj

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