AMOR, MEU AMOR...




Quando eles se deitam

Para sonhar e ela fala para

Que ele olhe enquanto escorrega

Sua mão pagã impiedosamente

Pelo seu sexo cheiroso e cheio de

Ardentes encantos, todos os deuses

Chegam tão mais perto, suspirando,

Nas pontas dos pés, trazendo estrelas

E ambrosia.


A grande poesia morre pela noite,

Invade o quarto como a melhor música

Da alma. Ele ouve atento cada acorde,

Desperto, certo de que há tantos mais

Escondidos e mergulha junto com ela

Em mares bravios, em rios sem fim.


E quando ele pesca pérolas de dentro dela,

Olham-se incessantemente. É um olhar

Que vai para além e é tão bonito e é tão

Assustadoramente suave morrer de olhos

Abertos, vendo tudo que o prazer nunca

Esqueceu de oferecer.


E ali, naquele momento, enlaçados pelas

Curvas do desejo, ela pendura-se mais nele

Para não cair e quando cai é sempre em

Cima de nuvens e espumas, concebendo

A beleza que aprenderam juntos.

E quando cai, ela é algo entre uma flor

E uma pluma, derretendo pétalas, falando

Amor, meu amor...

 
 
 
Karla Bardanza

































































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