POENTE

Quadro de Philip Munoz




Com o sol na minha boca,
escondo-me da manhã,
engolindo o agora,
envelhecendo calada dois segundo atrás.

Esforço-me para hospedar
a paz na hora bruta,
arrancando grão a grão
a hora que cai.

Mas cedo ao cansaço
menos indignada,
deixando a agonia da minha escuridão
pisar sem força
nos meus calos.

E outra vez,
testemunho uma de minhas vidas
ir pelo ralo abaixo
enquanto
ainda lembro,
enquanto
o sol apaga em minhas entranhas
queimando os segundos de cristal.


Karla Bardanza
 








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