MINHAS MÃOS SÃO O AGORA


Nas janelas desertas,

Os gestos mortos,

Cegos para sempre.



Minhas mãos são o agora.



Desdobro o tempo,

Agarrando o vento

Em minha suprema contradição,

Trazendo apenas a lua

Para dentro de mim,

Para as sombras

De meu coração.





Karla Bardanza

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