SOBRE PEDRAS E CONDIÇÕES AMBIENTAIS



 Não sei se o amor sabe
que ele é o amor.

Não sei essas coisas
que são quase certezas 
absolutas.

Eu sou uma pedra bruta:
não sei se dá tempo
para ser lapidada.

Qual é a graça de ser diamante
apenas um ou outro usar?

Deixa eu ser a pedra no caminho,
no telhado, no sapato e incomodar.
Deixa eu ser pedra mesmo

Meu estado mineral
é necessário nos dias frios
e nos momentos perigosos
de confronto.
Não permito que esse coração tonto
faça eu passar vexame.
( só de vez em quando...)

Estou em estágio de evolução.
Pode chegar perto.
Não sou grande, nem pequena:
meus contornos cabem inteirinhos na sua mão.

Não sei se o amor
sabe que é amor.
Não sei quase nada
que deveria saber.

Estou em processo de desaprender.

Talvez, algum dia, eu consiga
ser uma pedra filosofal.
Enquanto isso não acontece
continuo sendo uma pedra,
no máximo uma rocha metamórfica
se deformando pela pressão, pela condição
ambiental, pela temperatura.

Não me importo.
Mesmo aqueles que jogam pedras,
têm lá alguma ternura.




Karla Bardanza















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