ONDE A LUZ DEMORA E MORRE

Quadro de Andre Kohn






Procuro verdades
pelas paredes que nos separam,
tateando o indizível
no escuro das palavras.

Invoco a doçura,
as coisas com fome
para chegar onde os meus pés
teimam em recusar.
Mas meu corpo desliza
na noite doente,
sentindo o que não sente,
encontrando mais um tijolo
onde a luz demora
e morre.

Então,
desisto
cansada
de tanto resignação,
consciente do céu,
de tudo que apenas parece
sem chegar nunca a ser.

O fim
harmoniza
os opostos
e os apostos,
mostrando novamente
o rosto da solidão,
acalmando o desassossego
e por um tempo indeterminado,
volto a encenar
nas sombras dos dias.





Karla Bardanza








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