POEMA COM CARA DE FINAL DE ANO

  


 Simon Birch




O infinito recua manso
e deixa o pensamento entrar.
Encontro-me pendurada
na manhã onomatopaica.

Guardo a voz na garganta laica
machucada pelo silêncio.
Minutos e segundos
despedaçam a hora pagã.

E no chão vazio de sentido,
piso o quase amanhã.

O ano estranhamente
se foi
e mesmo agora
já é depois.

 


Karla Bardanza



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