DEZEMBROS



Em dezembros que vão,

Olhos atropelam o ontem

Na contramão.



Entre todos os mortos,

Orgulhos feridos, pedaços,

Andrajos da vida.



Dezembros morrem

Aos meus pés hoje,

Mas quem agoniza,

Exilada nas palavras

Sou eu.

Todo ano.

Todo ano.



Karla Bardanza

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