O SONO INTRANQUILO

Quadro de Alexandre Cabanel




Dormirei insensatamente
com os olhos abertos para ousadia,
escrevendo na pele a poesia dos sentidos,
escurecendo com vontade ao lado
do infinito.

Enquanto tudo me espera, deixarei
que escolhas o que queres ser
para mim.
Ficarei ali, amansando as palavras,
acariciando as coisas sem explicação:
minha mão quase na tua barba,
puxando vertigens,
sendo.

E quando acordar
( como se eu pudesse acordar),
vou esquecer que você 
está  dentro de mim,
vou esquecer
que eu estou dentro de mim
e repousarei febrilmente mais uma vez
na minha incansável angústia
de não ter você.



Karla Bardanza









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