REFLEXÃO DE BAR


Estou te odiando
E
N
Q
U
A
N
T
O
Te amo.

Mil anos fugiram de mim
Esta semana quando mergulhada
Numa alegria culposa, te humilhei
Só um pouquinho.
-igualzinho ao que você fez alegremente comigo-

Tenho pena de teus olhos
Que apenas olham o próprio umbigo.
Quase já começo a desrespeitar
O teu intelectualismo que nunca
Dorme ou cede espaço para o riso.
Quase já estou cansada.
- talvez esteja-

Entre uma cerveja e outra
Num papo de bar, falo de ti
Para mim mesma e na
Dúvida do momento, bebo
Apenas suquinho de laranja
Para adocicar a alma, essa alma
Que se joga para fora e quer
Ir embora do desejo, desse platonismo
Barato e sem graça que me queima
As artérias e macula a minha hipertensão.

Minhas nobres mãos pausam.
Na distância titubeiam.
Pagamos a conta da ferida e
E
N
Q
U
A
N
T
O
Não tenho nem a mim e nem a você,
Vivo a vida.
Te esquecendo nos finais de semana,
Te esquecendo após o meio-dia,
Em tardes quentes, em fantasias
Que me trazem pertinho daquele céu
Que você tão inexperiente não sabe
Ainda como me levar.

Karla Bardanza

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