OCEANOS SEM NAVIOS

 Em oceanos sem navios,
Ela navega sem olhos,
Impregando o vento de
Dúvidas, buscando no céu
Aqueles caminhos desencontrados
Da terra, da sua guerra surda
Com a delicadeza de uma sereia
Sem voz.

Dentro dela,
Existe um mar que morre
Devagar após o jantar,
Após os passos pesados
Dele pela casa à deriva.

Quando ele percebe
Que ela respira é sempre
Tarde demais.
E ela, afogada na distância,
Nunca quer mais.





Karla Bardanza





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