MEUS POEMAS NUNCA ACABAM

Quadro de Antonio Macedo




Meus poemas nunca acabam.
Quando os abandono,
os protejo de mim,
de minhas asas mentirosas,
de minha visão limitada
e romântica do agora
que não vai ser.

Meus poemas são amamentados
nos seios da dúvida
quando minhas mãos perdem o nada
e encolhem o infinito.

Meus poemas são escritos
para curar o que sinto,
para estancar o sangue
que jorra nas minhas horas
improváveis de ser poeta
ou poetisa.

Meus poemas
são
apenas ar,
são apenas
brisa.




Karla Bardanza








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