APROXIMAÇÃO

Quadro de D Yee






Aproximaria minha alma da tua
mais uma vez,
abrindo os bolsos do perdão,
batendo no peito
da  minha culpa
apenas para ver o azul
dos teus olhos desmancharem
a noite num silêncio voraz
e deixaria para trás
tudo que ainda não deu certo
porque nunca estivemos perto
para sabermos quem guarda mais mágoas
e exaustão.

Aproximaria minha mão da tua
mais uma vez
e sem voz,
eu olharia através de ti
com todas as vontades esquecidas,
com todas as vidas que já fugiram de mim
ainda hoje
e por alguns bravos minutos,
sussurraria o que não consigo ouvir de minha boca.

E te diria minhas verdades tolas,
meus pecados pagos,
minhas coisas que te amam ainda.



Karla Bardanza





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Comentários

Helô Müller disse…
Divina poesia...
O gostinho do que 'não foi' é inigualável!
Dá vontade de um revival, mas que jamais preencherá nossos vazios e lacunas da alma...
Gosto muito do que escreve e vc sabe disso!
Bj meu!
Helô

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