O REAL ME FERE



Abri as janelas do meu infinito
Para consentir um instante eterno
Ao meu olhar maculado e doce.
Contemplei minha vastidão-flor.
Construí um tempo de refúgio
E delicadeza, rasguei todos os
Véus...Minha alma refletiu o
Mar.Minha alma dissolveu-se
Em luar e bastou-se.Sinto-me
Despedaçada.Tudo parece dor
Sem fim.Perco pessoas que se
Perdem de mim. Um silêncio
Anula a trama da vida, pessoas
Feridas.O fio do destino em
Tolo desatino desfia, bordado
Meu desfazendo...Linhas na
Palma da mão choram o sonho,
Lágrimas misturam-se.Sento à
Beira da janela para olhar o que
É passado, pessoas são mitos.
Um grito mudo cristaliza-se
Dentro do meu peito.Choro,
Apenas choro porque nada mais
Pode ser feito.Porque resta tão
Pouco agora.Apenas esperar...
À beira da janela, vejo a tristeza.
Calo o meu olhar...O real me fere.

Karla Bardanza

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