ODE ÀS BORBOLETAS



Quando as flores morrem em manhãs de poesia,

Abro as minhas mãos para o vento destruidor,

Tecendo sortilégios, vivendo de desejo e magia

Em jardins cansados que desconhecem o amor.



Minhas tênues asas rasgam a minha rota fantasia,

Quando vejo o que pode ser um lírio galanteador.

Às vezes morro com tanta classe, desatando o dia,

Enquanto o que me penetra é independência e calor.



Renasço sempre depois do prazer pleno e perfeito,

Gostando tanto dessa liberdade de ser borboleta,

Quando tudo posso, tudo quero, preciso e aceito.



Meu vôo é sem amanhã, é frágil como uma violeta.

A vida nunca está contida nos meus olhos e peito,

Ela escorre descompromissada na minha ampulheta.



Karla Bardanza


































Comentários

Eduarda disse…
Karla,

Mais que um hino!

belo.

bj
Fada Atrevida disse…
Registrando minha presença por aqui.
Te reverencio Karla Bardanza, tudo que escreves é lindo lindoo!!!

Beijinhos Mágicos!!!

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