ROSA DESPEDAÇADA


Dentro dela mora o pavor
E ela ouve vozes
E ela vê tudo...
Mudo medo,
Profano segredo
Arrastando-a para o abismo,
Para as esquinas da mente.

Ela mente,
E quando mente,
Mais sente.
Amarrada ao horror
E os seus afins,
Ela fecha os olhos
Para não ver e
Ainda assim,
Há um homem sem cabeça,
Há uma mulher mutilada,
Há uma boca que não
Diz quase nada.

(Des)razão
São seus pulsos,
Impulso de busca
E liberdade...
(In)sanidade...
Fio tênue
Prende suas mãos.
Vãos abertos
Dentro dela.
Sonho ou realidade,
O estigma, a mácula,
O enigma.

Ela salta para
Dentro de sua
Poderosa escuridão.
E todo dia,
Alguém que vê
Come o seu coração.

Errada e errante,
Carrega vinte e dois vazios
Fora de seus limites
E nem mais sabe
Se ainda existe.

Karla Bardanza

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