SANGRANDO


Na calada da noite,
O nada rondando
Minha alma
E o seu abismo.
Um labirinto aberto
Entre o meu desespero
E o céu.
Perco-me de mim
Para lembrar-me de
Teus olhos de mel.
Despedaçamento de
Um ser esquecido
Entre o sonho
E a solidão.

Na garganta, o nó,
O grito ecoando
Pelas paredes de
Meu coração.
Lâmina entrando
No mais fundo
De mim.
Mundo sem fantasia,
Tempo de lamento,
Tormento mordendo
Minhas entranhas
Sangrando mágoas.
Falhas escritas em
Folhas amarelas
De saudade.

Bolhas de sabão
Caindo pelo chão.
Tristeza perdida
No tempo.
Minha dor acordada
Por esse vento
Destruidor
Que te comunga,
Que te conclama,
Que ainda te chama
De meu amor...
De meu amor...

Karla Bardanza

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