CLAIR DE LUNE



O clarão da lua desperta melodias invisíveis
Dentro de meu infinito, penetra por minhas
Frestas, banha minhas encostas caladas,
Beija minhas ribeiras, toca acordes que eu
Sempre prefiro esquecer quando tudo ao
Redor é silêncio e um pouco de sonho.

Ouço o que em mim chora, com as mãos
Abertas para a eternidade, com uma magia
Antiga presa na garganta, com uma paz
Ignorada, sem desvendar o que ainda escondo
De mim mesma, sem o arrependimento do
Que o cruel tempo devorou.

Deito no passado e permito que um vento
Destruidor leve tudo de mim, menos você
Meu amor, menos você meu amor.

Karla Bardanza

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