AMANHÃ NÃO ME ACORDE



Amanhã nã me acorde.

Deixe as horas escorrerem

Pelo o meu quarto e encherem

A minha casa com a plena

Luz profunda que cega e

Corta os pulsos da solidão.



Deixe que os meus olhos

Durmam acordados, sangrando

Por cada dia desse calendário

Sem números e sem luas.



Ficarei nua de mim por

Entre os lençóis sem voz:

Portos vagos e vazios do

Medo e do frio.



Amanhã eu só peço

Que tudo seja breve

E que nada faça sentido.

Não sei, mas eu não

Acredito.

Nem quando escrevo,

Eu acredito.



Karla Bardanza

Comentários

Eduarda disse…
Karla,

As tuas palavras têm um sabor diferente, um segredo que me invade.

bj

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