DOIS NADAS ENTRE DOIS INFINITOS




Não há muito

Não há pouco.

Há apenas dois

Cegos roucos com

As faces úmidas e

Embrutecidas pelas

Memórias.



Não há muito.

Não há pouco.

Há apenas dois

Marinheiros sem

Cais, procurando

Astrolábios e amanhã,

Sem guerra e sem paz.



Não há muito.

Não há pouco.

Há apenas dois zeros,

Dois nadas entre dois

Infinitos que se

Completam de mãos

Dadas.



Não há muito.

Não há pouco.

Há apenas eu e você

E a vida dormindo

Dentro de uma semente

Esperando o vento e

A flor.



Não há muito

Não há pouco.

Só há eu, você e

O nosso amor.



Karla Bardanza

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