TODAS AS MULHERES DE XANGÔ


a alma tem prioridades:


tua voz acariciando o


meu pescoço,


um passeio pela Liberdade,


sonetos escritos com


a mão cheia de suspiros


e todas as coisas de Xangô.






se eu te falar


que sou de Iansã


é porque matei um leão ontem


e vou matar outro amanhã.


se eu te disser que sou de Yemanjá,


acredite também.


deixe-me chorar no meu canto


todas lágrimas


do bem.


posso ser de Oxum e ai


serei de todos os lugares


e de lugar nenhum..


agora se a minha cigana


chegar perto, dê à ela


uma sai rodada e assovie


aquela melodia


e se isso não resolver,


tatuei nas minhas cartas


e na minha alma a tua


melhor poesia.














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karla bardanza










Para você, com amor.

Comentários

que bonito, Karla. Um poema belíssimo, misturado com a beleza do rito umbandista, uma mistura bem especial. gostei!

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