APENAS UM SONETO QUALQUER



Porque é sempre mais eternidade agora,
nas palavras quase desmanchadas pela hora,
na pétala rosa sem delicadeza de mim
quando desmorro nos limites do jasmim.

Porque o infinito é mais esperado
acima do sonho, do céu exilado
pela noite que suspira com fome
quando despedaço o desejo sem nome.

Eu quase perdi a lua perversa
no silêncio abissal que me inunda,
nesta luxúria amante doce e fecunda.

Pois a volúpia acordou minha alma diversa,
escondida pelo tempo ainda tão peregrino
quando dancei no teu corpo bailarino.


Karla Bardanza

Comentários

Luciana Goyaz disse…
Boa noite Karla! linda imagem aliada às suas sábias palavras que enfim é um lindo poema.
Cumprimentos da seguidora e amiga Luciana.
Marly Bastos disse…
Gostei da sonoridade e da poesia do teu soneto.
Parabéns!
Karla Bardanza disse…
Obrigada Luciana e Marly pelos comentários bacanas.

Super beijo

Karla B

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