PEQUENOS ACORDOS NÃO ME ACORDAM

Quadro de Duy Huynh



O que vejo
é o que a mente quer:
todas as possibilidades estão aqui.

Antes as asas eram tímidas,
os olhos assustados.
Antes.

Para ser eu mesma
foi preciso encontrar verdades,
poções e livros.,
pinturas, poemas,
eu e eu.

Por que não foi fácil?
Por que não foi rápido?

Encontrar quem sou
custou-me alguns arranhões,
feridas e fraturas expostas,
perguntas sem respostas,
coragem e uma única palavra
na ponta da língua:
visceral.

Superficíes rasas,
meias-palavras,
pequenos acordos não me acordam.
A minha intensidade é para além.

Não se engane:
desconfie quando os meus pés 
estiverem no chão.
Não nasci
para ficar ancorada nas coisas poucas,
nas falas roucas,
naquilo limitante.

Não se engane:
sou um ser equidistante.



Karla Bardanza





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