AMARGO DOCE, DOCE AMARGO

Quadro de Erika Yamashiro




Tua mão hostil ainda rasga a minha armadura de pano,
com as mãos cheirando a doces,
a soluços e convulsões.


A flor da pele estou quando as estrelas dormem
e me confudem, e confudem as minhas pernas
com as tuas que nem estão mais aqui.
Isso é inominado, isso é uma mina escondida
dentro da minha vida desassossegada,
isso é uma revelação do mais nada.

E se me guardo, não me guardo de mim mesma.
Soco o ar, não querendo sentir, faltando sabores na boca
...e...
...e...

Porque amar com intervalos
é como pecar pela metade
e eu preciso do erro inteiro
para ser feliz.
Quero cair com a certeza
de que não cai em vão.
Quero lembrar do meu coração
com doçura:
o amor tem que deixar um gosto
doce na boca da alma.

Mas você, 
você é um ser imaginário,
um mito acordado dentro de mim,
uma coisa que não me deixa ser,
um gosto amargo é febril.

Mas você...
é um amor para a vida toda,


Karla Bardanza








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