RESPIRANDO EM ÁGUAS PROFUNDAS

Quadro de Sarah Harvey



A agulha entrou lentamente,
furando o braço,
o amanhã
e o agora.

Tudo era
apenas 
angústia intravenosa
 e cabia
em contrastes
e metáforas.

De olhos abertos,
ela surfava 
em suas ondas cerebrais
em total disritmia,
pensando
em Mestre Hilarion,
em luzes verdes,
em coisas que 
pudessepudessepudessepudesse

Esteve tão perto
de lá.
Esteve de braços dados
com as águas profundas.
(estevestevestevestevesteve)

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A vida (re)começa,
a vida não tem pressa
de morrer.
Ergo as mãos para as estrelas
e nua, agradeço.


Karla Bardanza





Obrigada, estou bem. 









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