CHEIO DE AR

Felicia Olin




A noite se aprofunda
dentro da curva dos meus seios
e com alguma facilidade,
olho para além de você
ainda sentado,
ainda escondendo coisas esquisitas
de si mesmo.

Seus olhos parecem velhos,
parecem meias-verdades,
tardes quase.

De você quero pouco.
Talvez apenas o que enfraqueça,
talvez apenas os pequenos mistérios
que já sei com ousadia.
De você, quero apenas um dia
com morte.

Nada de sal ou sorte.
Muito menos o gosto indecoroso
do depois.
Apenas o momento lento.

De você, meu caro, só quero mesmo o vento.


Karla Bardanza







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