A EQUILIBRISTA




Ela se equilibra


No fio de seu


Curto salário.


Dentro do armário


O suficiente para


Mais um dia.


Existe alegria


Na vida?Quem


Vai lamber suas


Feridas?




Ela se equilibra


No fio da solidão.


Quatro filhos para


Criar e pobreza


Na palma da mão.


Ela sobrevive de


Esperança. Ela


Dança na corda


Bamba, ela bebe,


Ela samba.Ela


Carrega o peso


Maior, ela luta


Tão só.




Ela se equilibra


De barriga vazia


Na casa da Madame,


Na beira da pia.


Ela carrega a bolsa


Vazia e em casa,


Deitada no chão,


Morre todo dia


Uma linha da sua mão.




Karla Bardanza

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