AQUELES QUE TREMEM E RANGEM OS DENTES

 Agora que o Sol está em Leão
e o inverno despe as árvores, 
o frio observa aqueles que tremem
e rangem os dentes pelos buracos 
das fechaduras durante a noite enquanto
o vento sul sopra, carregando os folhas
que deitam nas ruas desoladas da vida.

Há uma mulher numa janela embaçada, 
sua alma procura por soluções,
seu coração cresce todo dia,
esperando por alguém
que nunca trará as respostas
que precisa ouvir.

Um homem alto está fumando sua vida
numa varanda, pensando em todos os erros
que sujam suas mãos, amaldiçoando a 
lua de sangue enquanto seus olhos coçam.

Eles estão pintando uma tela
que não  pode ser pendurada na parede.
Eles foram vencidos mas não sabem
ainda se a batalha foi perdida.

Uma garotinha está brincando
em seu quarto.
Ela fecha os olhos e a esperança
 abraça seu corpo machucado.
Ela é uma princesa sem coroa,
ela é uma fada sem uma das asas,
ela é algo que foi perdido e achado.
Toda noite ela reza por dias melhores.
Ela não sabe mas um milagre
está guardado para ela.

Subitamente, uma mulher abre a porta 
do quarto da garotinha.
(a mesma mulher que estava na janela)
Ela acaricia a cabeça sem cabelos de sua filha
e a nina até dormir enquanto os deuses
lá no céu com os seus olhos sempre abertos,
abençoam novamente
aquele amor perfeito e profundo.




Karla Bardanza


Não tenho o hábito de traduzir os poemas
que escrevo em inglês.Porém, este aqui foi escrito
em inglês primeiro. Fiz uma versão fiel ao original.
Espero que a mensagem tenha sido entendida.
Caso deseje ver o original, acesse o meu blog













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