DIVAGANDO OUTRA VEZ QUANDO ESTOU SEM VOZ


Se houver essa estrada, se houver,
deve haver destino e direção.
Deve haver caminhos e ocasos
simples, delicadezas e palavras.
As mesmas palavras que tramam
quando o silêncio atrapalha
a garganta e a reza daquela
santa que ainda te faz ajoelhar.

Se houver isso tudo que os olhos
não conseguem ver, todo o céu
deve caber entre os meus seios
e todos os meus receios são apenas
músicas e acordes leves da dor.

Amor, perdoa se eu ainda me derramo
pelo decote, pelos atos que percebem
as minhas mãos e avanços.Eu não sou
dada à farsas e forças. Eu nem sou
mais moça e veja só, continuo a
perder o senso da moral e dos bons
costumes entre a tua pele e o meu desejo.

Deve have essa tal estrada, deve haver
um túnel também e uma luzinha fraca
lá no finalzinho dele que apenas um cego
sabe como enxergar.Quase nada vejo
mesmo quando estou de óculos: minha vista
cansada fala bem mais do que pode ver.
Ver requer habilidades que me faltam
na minha simplicidade emocionada.

Neste exato momento, está chovendo
apenas em mim.Estou nublada.
e eu nem semeei o vento para colher
essa tempestade toda.Meu tempo fechou
raios me partiram.Xi...O vento me levou...

Para onde mesmo? Para onde vou?
Se houver essa estrada, se houver,
deve haver destino e direção.
Se houver mesmo, não solta a minha mão.
Amor, o que é o amor nisso tudo?
Amor, por que você se meteu no fim
de mim e do mundo?


Karla Bardanza












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