(DES)ESPERA(NÇA)

Quadro de Dai Ping Ju




Se espero,
espero calada,
bordando o esquecmento
com suavidade e calma.
(Algumas coisas precisam de silêncio)

Estou numa fase
de estranhamento e mansidão.
As emoções não tem voz,
as necessidades são restritas
ao que penso.
Quase não divido
porque sofrer depois 
é sempre uma dor incomum.

Nada na minha vida
foi apenas mais um,
apenas mais uma.
Sempre vivi às margens
do tudo ou nada.
É com imensa deseperança
que caminho pelas alamedas agora,
sem querer nada das horas,
nem mesmo as respostas:
tenho medo que possam ser dolorosas demais.

Por que deixei a paz fugir de mim?
Por que nunca sei
se estou no fim do início ou no início do fim?



Karla Bardanza



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