MÃOS

Quadro de Howard Kanovitz





Não consigo viver
a superfície e desobservar
 as minhas profundidades
cheias de caos.

Você me mostra a lua
e ficamos ainda calados
porque ainda sentimos,
porque...
há ainda
luz entre nós dois...

O que vivemos
ainda é o altar onde
dorme o nosso único deus.

E enquanto
ele nos esquece
na sombra
da estrelas,
as palavras
ficam penduradas
no céu da boca,
querendo o corpo
e a paz
uma vez mais.

Teus olhos dissolvem-me
numa verdade silenciosa
e eu quase arisca,
confesso a minha escuridão
e já não sabemos quem
tem quem nas mãos.



Karla Bardanza
 










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