DEVE HAVER UM SEGREDO ENTERRADO NO MEU PEITO




Quando desenhastes uma estrela

Na palma de minha mão, eu senti

Teus dedos ferindo a minha alma.

Havia tanto silêncio nos meus olhos.


Quando pintastes a lua no bico do

Meu seio, eu senti o teu calado calor

Queimando a minha mais profunda

Pele. Havia tanta luz naquele quarto.


Toda a perfeição não cabe em minhas

Palavras. O sonho é sempre distante

Demais, a paz é sempre a melodia que

Fica quando não podemos escutar o

Que restou do nosso coração sem voz.


Deve haver um segredo enterrado no

Meu peito: manhãs de sol frio, flores

Abertas à beira de mim, folhas caídas

Aos meus pés, um lago cheio de magia,

Um país em que deixei a minha alma.


A neve ainda cobre metade do ontem.

A dor é branca. Meu jardim ainda chora

Cercado por poemas que escrevi quando

A vida ainda era a minha resposta. Já não

Sei quando comecei a morrer. Já não sei.



Karla Bardanza



























































Comentários

Eduarda disse…
Karla,

Nem sei que palavras escrever diante deste momento. tocou-me demais.

a sua escrita é de facto um bálsamo.

bj

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