À FRANCESA


Perto do crime perfeito,

Apenas o acordo de cavalheiros:

Fingimos tão bem. Digitais arrancam

Suspiros, possibilidades da tarde tensa:

Eu acordo teus olhos com tão pouco.



Ficamos distantes, amantes calados.

Ficamos tão perto, desejo e um pouco

De medo, apenas redenção.

(Meus seios caminham para tuas mãos)



Não há culpa, não há corpo,

Não há solução.

Do teu lado, percebo tudo de mim.

Respiro com a intensidade dos anjos

Decaídos, sou toda escuridão.

A madrugada eterna planta o melhor

Prazer.

(deus é liberal: o meu é)



Quando ficamos mudos,

O ar fala, as janelas também.

Palavras escorrem pelas paredes

E caem aos nossos pés.

Saio calmamente sem pisar

Em nenhuma delas:

O famoso eu te amo fica sempre

Lá te esperando.



Karla Bardanza
























































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