A JANELA



Desvivo.



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Abro a janela

Com a elegância

Louca dos deseperados

E calculo o impacto,

Pensando matematicamente

Sem a mente.



Desobservo.



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Todas as leis

Que regem as ovelhas

Devem ser quebradas.



Há luz?



E que luz clareia?



O desespero é doce.



Fecho os olhos.

Mais uma vez

Fecho os olhos.

Acho que estou

Chorando.

(Não me lembro bem)



P

U

L

O





Por favor, alguém

Pode segurar o meu pensamento?



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Tua blusa estava suja de sangue.

Teu sangue no meu sangue.

(não toca nela...não toca nela)



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Nunca mais abri aquela janela.













Karla Bardanza












































































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