POR DOIS MINUTOS



Os passos estreitos

Dela não cabem nos

Espelhos do tempo.



Imagens escorrendo

Pelas três camadas

Caladas do vidro.

Reflexos desconhecidos

Entre o sonho

E a terra.



Ela é a sua própria

Guerra em mundos outros.

Cansada, pendura na

Cadeira todos os disfarces,

Caminhando nas pontas

Dos pés.



Eterniza o momento

Sem tempo, sendo

Ela,sendo aquela que é

Mas não é.



Por dois minutos,

O descanso do ente,

O ser do/ente,

O ente do ser.



E depois disso

Nada mais foi permanente.

Nem eu,

Nem você.



Karla Bardanza





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