A CLARIDADE DA ESCURIDÃO

Quadro de Margarita Georgiadis





Estive escutando
o meu próprio silêncio,
lendo Krishna Das,
pensando nos Deuses
e em coisas infinitas.

Meus olhos mortos
enxergavam o meu ego,
minha alma cansada
apenas dormia
e a poesia,
calada,
fugia
de minhas mãos.

Por vezes,
a vida deixa
que sigamos
sem direção
para vastas profundezas
para que aprendamos
um pouco mais
sobre nós mesmos
e sobre o desapego
necessário para que possamos
viver.

No fim,
entendemos
que não precisamos
de nada:
apenas dos Deuses,
apenas de Deus.




Karla Bardanza


Irmãs e Irmãos, a Roda gira mais uma vez. Feliz Mabon!
Feliz Ostara para os irmãos do hemisfério norte. Que os Deuses te guardem
na palma de suas mãos.





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